Reminiscências
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  Memória da Hidrografia (26)



HIDROGRAFIA NA AMAZÔNIA (1/4)
ATÉ 1952

O interesse oficial pela Amazônia começa a se concretizar no século XVII, mais precisamente em 1639, quando Pedro Teixeira subiu o grande rio.

Notáveis foram, no século seguinte, os levantamentos do Solimões e da bacia do rio Negro, pelos engenheiros e hidrógrafos encarregados da demarcação de fronteiras, conseqüente ao Tratado de Santo Ildefonso.

Dentre as atividades hidrográficas ali realizadas a partir de então, destaca-se o levantamento conduzido, de 1862 a 1864, pelo Capitão-Tenente João Soares Pinto, sob a direção do Capitão-de-Fragata José da Costa Azevedo, futuro Barão de Ladário, para demarcar os limites do Império com a República do Peru. Esse trabalho, intitulado "Primeiros traços da carta particular do rio Amazonas no curso brasileiro", é constituído de quinze folhas, abrangendo todo o Amazonas, do Javari, na fronteira com o Peru, até o oceano Atlântico.

Nos anos seguintes, ocorreram dois fatos que merecem registro: a abertura do Amazonas à navegação comercial das nações amigas, a 7 de setembro de 1867; e a criação da Flotilha do Amazonas, a 2 de junho de 1868.

Cabe mencionar que, até 1947, a Comissão Brasileira Demarcadora de Limites do Setor Norte foi sempre chefiada e integrada por oficiais de Marinha, muitos deles oriundos da nossa Repartição.

 

  Memória da Hidrografia (27)



HIDROGRAFIA NA AMAZÔNIA (2/4)
A EPOPÉIA DO RIO BRANCO NA BARRA NORTE
DE 1952 ATÉ 1956

O acesso a Macapá não era possível a navios de grande porte no início dos anos 50. Para viabilizar a exportação de manganês, tornava-se imperativo definir um canal de dez metros, ao norte das ilhas Caviana e Mexiana, na foz do Amazonas. Em abril de 1952 chega à região o NHi Rio Branco, para cumprir a tarefa.

No comando, o Capitão-Tenente Maximiano Eduardo da Silva Fonseca. Durante dez meses, em condições adversas, o comandante e sua dedicada tripulação resolvem os problemas técnicos, consultando os manuais brasileiros e estrangeiros ou cultivando a criatividade.

Sinais de árvore na imponente floresta, permitindo a visada mais extensa. Quadriláteros, à noite, com três lanternas acesas e um teodolito medindo, de ponto a ponto, até fechar. Triangulação terra-navio, sondando quanto possível por segmentos-capazes. A inventiva, a tenacidade, a crença profissional estimulam a todos.

Maximiano chega até o farol de Bailique. A comissão se encerrava, o regresso a casa vai ter início. Em acidente de baleeira, morre o Tenente Castelo Branco.

Era preciso inovar para prosseguir: adquire-se o Raydist em 1955, que permitia o uso de métodos eletrônicos para determinação precisa das posições de sondagem.

O último capítulo, com o mesmo Rio Branco, é escrito pelo Capitão-de-Corveta Paulo Irineu Roxo Freitas, em 1956. Realizando a última comissão do legendário navio, ele completa o levantamento iniciado em 52, abrindo o acesso pleno de grandes navios ao porto de Macapá e obtendo economia de 300 milhas para os navios que, vindos do norte, se destinam a Belém.

 

  Fotos Memoráveis (06)

Museu da DHN
Fotos fornecidas por Gabriel

 

  Memória da Hidrografia (28)



HIDROGRAFIA NA AMAZÔNIA (3/4)
ENTRE 1962 E 1967: CARTAS DE PRATICAGEM

Nos anos 60, o mar interior com suas artérias era quase desconhecido. Vencendo desafios, a DHN atua vigorosamente: em 63, dois navios são empregados em conjunto pioneiramente, os NHi Sirius e Órion, no rio Pará; e, de 63 a 65, a Comissão de Levantamento do Tocantins seria precursora da COLAM, a Comissão de Levantamento da Amazônia. Em 66, o Canopus faz a carta do Porto de Manaus, primeira da região amazônica.

A Flotilha do Amazonas não tinha autonomia operativa, uma vez que, para deslocar-se, dependia inteiramente dos práticos. Seu comandante, desde outubro de 1962, era o Capitão-de-Fragata Paulo Irineu Roxo Freitas.

Preocupado com a limitação operativa, iniciou, sem o planejamento usual, a confecção de croquis, utilizando apenas o radar, a agulha giroscópica e o ecobatímetro. Ia aperfeiçoando a técnica no transcorrer do trabalho. Em seis meses, tinha elaborado croquis para mais de 3.500 milhas do Amazonas e de afluentes navegáveis.

O método consistia, basicamente, num caminhamento radar. À medida que o navio se deslocava, eram desenhados os contornos das margens, com base em distâncias-radar e marcações. Simultaneamente, registravam-se as profundidades medidas pelo ecobatímetro.

A Flotilha ganhou liberdade operativa. Os comandantes e oficiais eram adestrados rapidamente, ficando habilitados a navegar nos rios sem o auxílio de práticos. Em 1967, os croquis já inspiravam tal confiança, que a DHN passou a publicar, a partir deles, as cartas de praticagem.

 

  Memória da Hidrografia (29)



HIDROGRAFIA NA AMAZÔNIA (4/4)
APÓS 67: PLANO CARTOGRÁFICO DA AMAZÔNIA

Com a crescente conscientização quanto à importância política e econômica da Amazônia, a DHN decidiu iniciar, em 1967, o levantamento sistemático da bacia. Para isso, foi enviado o NHi Sirius, que realizou o levantamento da Zona Franca de Manaus, criada por Decreto Presidencial, em 1967. Ela compreendia um trecho do Rio Negro de 50km à montante de Manaus e outro, de 70 km, à juzante desse mesmo porto, pelo Rio Amazonas. Posteriormente, seguiu para a área o NHi Argus, para dar prosseguimento àquele plano, de Manaus até a foz.

Em 1969, o NHi Taurus substituiu o Argus, continuando o levantamento em direção ao oceano, enquanto o Órion se incumbia de seguir de Macapá para o interior.

A partir de 1970, com a criação da COLAM, Comissão de Levantamento da Amazônia, começam a chegar na área os avisos hidrográficos. O levantamento do baixo Amazonas, que compreende o trecho entre a desembocadura do rio Negro, em Manaus, e o mar, foi concluído nesse mesmo ano.

Em decorrência desse levantamento, foram publicadas treze cartas, nelas inseridos nove planos, de trechos que exigiam representação mais detalhada.

Alguns afluentes foram cartografados nos padrões normais de precisão da DHN: Trombetas, voltado para a exploração da bauxita; Jari, devido ao projeto de mesmo nome; e Tocantins, em face da construção da usina de Tucuruí.

Os rios Tapajós, Xingu e Madeira foram alvo de levantamentos expeditos, por avisos hidrográficos. Quanto aos demais afluentes, a decisão foi manter atualizados os antigos croquis, feitos pela Flotilha do Amazonas.

 

  Memória da Hidrografia (30)
Texto fornecido por Tagore



LEVANTAMENTO DA PLATAFORMA CONTINENTAL (LEPLAC)

A partir de 1987, a DHN assumiu um novo e importante desafio: contribuir para o estabelecimento dos limites exteriores da plataforma continental brasileira, além das 200 milhas, de acordo com o que preceitua a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, já ratificada pelo Brasil.

A supervisão das atividades do LEPLAC foi atribuída à Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (CIRM), que conta com uma Subcomissão e um Comitê Executivo, este coordenado pela DHN e com representantes da Secretaria da CIRM, da PETROBRÁS, do Departamento Nacional da Produção Mineral e da Comunidade Científica.

Os dados necessários ao LEPLAC são coletados pelos navios da DHN, que operam com equipes técnicas embarcadas, de especialistas dos próprios navios, da PETROBRÁS e, eventualmente, da Comunidade Científica.

As atividades do LEPLAC exigem expressivo esforço de levantamento de dados geofísicos e batimétricos, tendentes a ensejar a determinação do pé do talude continental, da isóbata de 2.500 metros e da espessura das rochas sedimentares, elementos da maior importância no estabelecimento dos limites exteriores da plataforma continental, além das 200 milhas.

O resultado desse enorme esforço técnico-científico e operacional permitirá ao País submeter às Nações Unidas, oportunamente, os limites exteriores da sua plataforma continental e a conseqüente reivindicação quanto à exploração e ao aproveitamento dos recursos naturais do solo e do subsolo marinhos situados além das 200 milhas.

 

 


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